NASA pode ter matado acidentalmente vida marciana

O programa Mars Sample Return é uma missão da NASA prevista para ser lançada entre 2027 e 2028. O objetivo é coletar amostras de rocha e poeira em Marte que serão posteriormente analisadas na Terra. Esse é mais um esforço na busca por vida no planeta vermelho. No entanto, todo esse trabalho pode ser em vão, de acordo com uma teoria de um cientista. Dirk Schulze-Makuch, professor de habitabilidade planetária e astrobiologia da Universidade Técnica de Berlim, acredita que a vida existente em Marte foi morta por um experimento conduzido pela agência há quase 50 anos.

Muito antes de o rover Curiosity chegar em Marte, em 2012, duas sondas espaciais não tripuladas pousaram no solo marciano.
Em 1976, o Projeto Viking da NASA capturou as primeiras imagens da superfície do planeta e realizou testes biológicos em busca de sinais de vida.

Os resultados não foram muito promissores.
Os cientistas encontraram vestígios orgânicos, mas na época concluíram que eles foram trazidos da Terra e contaminaram a experiência.
Microrganismos em Marte?

Em outro experimento realizado durante a missão foi levantada a hipótese de existir água contendo nutrientes e carbono radioativo no solo de Marte, segundo a IFLScience.
Isso animou os especialistas, uma vez que microrganismos poderiam consumir os nutrientes e emitir o carbono radioativo como gás, confirmando a existência de vida no planeta.
O objetivo, então, era encontrar o gás.
Os resultados, mais uma vez, não foram conclusivos.
A NASA não desistiu e buscou uma alternativa: injetar nutrientes que fariam com que os microrganismos produzissem ainda mais gás.
A conclusão oficial da missão foi que o perclorato, um composto usado em fogos de artifício e combustível para foguetes, poderia ter metabolizado os nutrientes.
Em outras palavras, não houve uma resposta conclusiva sobre a presença de vida em Marte.
NASA pode ter destruído a vida no planeta
No entanto, existe uma teoria diferente sobre os resultados da missão.
Dirk Schulze-Makuch, professor de habitabilidade planetária e astrobiologia da Universidade Técnica de Berlim, sugere que adicionar água ao experimento foi um erro e pode ter matado os microrganismos de Marte.

Em um artigo publicado para o BigThink, ele cita exemplos de vida na Terra encontrados nos ambientes mais extremos, vivendo inteiramente dentro de rochas salgadas e tirando umidade do ar.
O cientista explica que despejar água mataria eles, o que pode ter acontecido no Projeto Viking.
“Se as células marcianas contivessem peróxido de hidrogênio, isso as teria matado. Além disso, teria feito com que o peróxido de hidrogênio reagisse com quaisquer moléculas orgânicas nas proximidades para formar grandes quantidades de dióxido de carbono, que foi exatamente o que o instrumento detectou”, afirma Schulze-Makuch.Se essa teoria estiver correta, significaria que encontramos vida em Marte, mas acabamos com ela há quase 50 anos.

Com informações olha digital.

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